Mais uma vez a noite vem, e com ela a insônia. Insônia
causada por um medo, uma angústia, algo que não se pode definir utilizando
palavras boas. E noite adentro vou me sentindo mal, tentando dormir e me
revirando na cama, buscando uma forma de aliviar essa dor que a cada vez mais
se aprofunda em minha mente, em meu ser. O escuro, o silêncio, a solidão,
fortes aliados do meu mal estar, mas grandes inimigos da tranquilidade que
parece estar me deixando.
Passo horas e horas, pensando, tentando entender quais os
motivos por detrás dessa situação. Procuro mudar, encaminhar meus pensamentos,
eliminar meus devaneios, mas quanto mais o tempo passa, mais percebo que me
escondo dos reais motivos, pois não consigo enfrenta-los.
Meus temores, meus receios, meus remorsos, meus erros e meus
defeitos, um a um, insistem em vir à tona, refrescar a minha memória, quem sabe
numa tentativa de me enlouquecer de uma vez.
Não consigo me achar, ou não quero me achar, ainda estou na
dúvida sobre isso...
Madrugada adentro, vendo o tempo passar vagarosamente,
percebo que não existe um motivo único, superior a muitos outros, mas sim, um
todo quebrantado, fatigado das lutas do dia a dia.
Dia após dia, vou tentando reduzir essa dor, escondendo-a
cada vez mais fundo dentro de mim, carregando sempre um sorriso no rosto, um
brilho nos olhos, mascarando a verdade de forma única e talvez impecável. Mas
sem saber qual o ponto limite, onde isso vai terminar, esperando utopicamente
que, num piscar de olhos, todas essas sombras simplesmente desapareçam de minha
mente.
Tristes ais, dores emocionais, espirito abalado. Um fim
predito, mas que ainda pode ser mudado.
Como? Quando? Por quem? Questões que
ainda não podem ser respondidas...
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